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Atualizada em 29/10/15.
 

 

Citacoes na Literatura e Internet

 

 

 
 

Contatos: Langsdorff | Hercules Florence  
Citações na Literatura e Internet |
Bibliografia

 
  Dados Biográficos

 

Citações

Referências

Veja também Bibliografia

 
 
 
  Dados Biográficos  
                Subsídios genealógicos: famílias brasileiras de origem germânica
             Referência
    
 
  "1 - Dr. Carlos Engler, n.1800, em Viena (Áustria), + 18-IX-1855 em Itu (S.Paulo) para onde veio em I-1821, médico. 1a. vez c.c.d. Carolina do Amaral; 2a. vez c.c.d. Gertrudes Antonia de Barros."

Obs.: Na verdade, o Registro de Estrangeiros  consta a  presença de Engler no Porto do Rio de Janeiro, partindo para Santos, em 30/08/1820.
 
 

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Registro de Estrangeiros
Referência
 
  Engler, Charles, alemão, médico. Parte para Santos.
30/8/1820.
Col.423 - livro 1 - fls. 220
 
 

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Almeida

Referência
 

Estes dados estão sendo levantados para confirmação. Veja aqui.

Chloé Engler de Almeida, bisneta de Carlos Engler,  coletou relatos entre familiares e pesquisou documentos do Arquivo do Estado de São Paulo, Instituto Hans Staden (atual Instituto Martius-Staden), Museu Paulista e Biblioteca Municipal de São Paulo. Buscou, então, "reconstituir, com pinceladas coloridas", numa "textura romanceada" e em forma de "memórias" a vida de Carlos Engler.

Chloé faleceu em São Paulo, em junho de 1998.

Os dados biográficos levantados pela autora foram utilizados por Moraes em sua pesquisa e mais tarde, também citados no trabalho de Monteiro.

Transcrevemos logo abaixo os trechos de Monteiro, onde cita dados retirados de Almeida. No entanto, cabe lembrar que alguns pontos ainda estão sendo verificados:

"O austríaco Karl von Engler, que mais tarde mudaria seu nome para Carlos Engler, era formado em engenharia pela Universidade de Viena e chegara ao Brasil em 1821 (nota [144]). Fixou-se inicialmente no Rio de Janeiro, onde trabalhou no Viveiro da Lagoa Rodrigo de Freitas, mudando-se logo depois para o interior de São Paulo para trabalhar como engenheiro auxiliar de minas numa fábrica de ferro, em Itu, onde mais tarde passaria a dedicar-se aos estudos de botânica e à prática da medicina (nota [145]).
"(...) o aproveitamento das plantas da flora brasileira era a essência do trabalho de Engler como médico, associado ao conhecimento formal que ele atualizava sistematicamente através da assinatura de revistas européias e de uma biblioteca bastante ampla e variada. Kidder, um dos viajantes que passou em Itu em 1830 (nota [146]), descreve a biblioteca de Engler como sendo a maior e mais valiosa de todas as que tinha visto no Brasil. Além da biblioteca, Engler possuía um completo laboratório de química em um sítio em Indaiatuba, cidade próxima a Itu"  (Monteiro, p.95).


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Notas (transcritas de Monteiro,  p.95)
[144] Um dos motivos para a vinda de Engler ao Brasil teria sido o seu interesse pela estudo das plantas tropicais (Moraes, 1996).
[145] Apesar de ter se formado em engenharia, Engler pertencia a uma tradicional família de médicos e chegou a começar o curso de medicina, mas não o completou (Moraes 1996).
[146] A casa de Engler era considerada parada obrigatória de quase todos os viajantes europeus que se dirigiam para o Brasil na primeira metade do século XIX
(Moraes, 1996).

 

 
 

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Barata e Bueno
Referência

 
  O Dicionário das Famílias Brasileiras, organizado por Carlos Eduardo de Almeida Barata e Antônio Henrique da Cunha Bueno, abre verbete para os Engler: 

ENGLER - Família de origem austríaca estabelecida em São Paulo, para onde passou, em 1821, o médico Dr. Charles Engler [1800, Viena, Áustria - 18/09/1855, Itu, SP], médico conceituado em Itu. Deixa geração do seu cas. com Carolina Angélica do Amaral, filha do tenente José Rodrigues Ferraz do Amaral, membro da importante família, Ferraz do Amaral (v.s.), de São Paulo (FG I, 26, e SL, IV, 89)"
-------------
Nota: FG = Famílias Germânicas, v.1, p.26
         SL = Silva Leme, Luiz Gonzaga da. Genealogia Paulistana. v. 4, p. 89.

 

 
 

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  Citações  


Kidder
(2001, p. 229-230)
Referência
 
  Daniel Parish Kidder, pastor protestante (metodista), empreendeu viagem ao interior do Brasil. Na cidade de Itu, encontrou-se com Carlos Engler, sobre o qual relatou: 

"(...)A nossa recepção nessa localidade [Itu], não foi menos cordial que nas outras, conquanto tivesse sido um pouco mais formal. Encontramos com facilidade a casa do Dr. E. (nota) que estava literalmente cercada de doentes e de emissários de clientes, a espera de receitas. Mandamos entregar as cartas que trazíamos e fomos imediatamente conduzidos ao quarto que nos estava destinado, sem entretanto, vermos pessoa alguma da família. O Doutor apareceu logo e mostrou-se extremamente amável e atento a tudo quanto seu hóspede pudesse precisar. Homem de mais ou menos quarenta e cinco anos, além de médico insigne era também botânico e filólogo notável. Alemão nato, falava com grande facilidade, além de sua língua materna, o inglês, o francês e o português, entendendo ainda o espanhol, o italiano e o russo. Sua biblioteca era a maior e a mais valiosa de quantas vimos no Brasil. Dispunha ainda de completo laboratório de química. Sua fama projetava-se por grande parte do país  e era imenso o seu tirocínio. De grandes distâncias e de todas as direções afluíam clientes ao seu consultório. Sua senhora era brasileira."  [Grifos nossos]
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Nota: Trata-se do dr. Engler, que deixou fama de grande médico (R.B.de M.)

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O livro foi reeditado pelo Senado Federal e esteve disponível gratuitamente; a partir de junho 2010, pode ser comprado. Leia o sumário deste livro.

A versão original, de 1845, está disponível no Google Books. Leia o  trecho transcrito abaixo.

Google Books - Kidder

 
 

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Florence
, Hercules
Referência
 

 

Hercules Florence, durante a expedição de Langsdorff, atuou como desenhista, registrando em seu diário:

"Enquanto em São Carlos me entendia com um tropeiro, para o transporte de nossa bagagem a Cuiabá, recebi do Sr. Langsdorff carta em que me dizia:  
 

Já não vamos por terra para Cuiabá; para lá iremos por meio do rio, e embarcaremos em Porto Feliz. O Doutor Engler, de Itu, assegurou-me que os naturalistas ainda não exploraram esta rota, ao passo que vários deles, como os Srs. Martius e Spix, Burschell, Netterez, etc., já se valeram do caminho por terra. Venha a Porto Feliz, à casa do Sr. Francisco Álvares Machado e Vasconcellos, excelente pessoa, cujo conhecimento o Sr. Engler me favoreceu. Vou percorrer o sul da província e o Sr., enquanto isso, ajudado pelo Sr. Francisco Álvares, cuidará de aprestar as canoas e os víveres, assim como arrolará as tripulações.

(...)Em Itu, encontrei reunidos todos os meus companheiros e, com eles, me detive alguns dias. Travei conhecimento com o Dr. Engler, austríaco, homem todo voltado para a ciência. Sua biblioteca qualificada, e assinaladamente alemã, acompanhava-se de um gabinete de Física e um laboratório, assim como de instrumentos de astronomia. Todo esse aparelhamento lhe assegura a estima de minguado número de pessoas; quanto à generalidade da população, em relação a ele, prevalece a indiferença e, não raro, a censura. Assim se mede a inteligência por estes lados.

Mas não é a inteligência um dom da divindade? A comprovar que o mérito e o talento frequentemente sofrem a ação do desdém, não seria demais afirmar que um dos gêneros de bem estar preferido pelos homens se traduz por excentricidade, práticas frívolas e, até, atos hostis.

O Dr. Engler, contudo, mantém-se superior às decepções que sua posição lhe poderia carrear. Dotado, como é, de tato fora do comum, dispõe do que a medicina lhe proporciona, e isto o torna independente. Dir-se-ia que cultiva as ciências para seu próprio prazer e não para ostentar erudição. Tal comportamento, pois não o impede de sentir-se como na Europa, em correspondência com sábios, principalmente alemães.

Mencionarei uma prova da utilidade da ciência e peço perdão ao leitor, por querer
demonstrar o que conhece de sobra. Minha linguagem extravagante resulta, todavia, de minha particular situação: a de quem tanto amargor experimentou, por apaixonar-se pela ciência. Mas passemos ao fato: o Dr. Engler fez o Sr. de Langsdorff conhecedor da cainca e de suas virtudes medicinais [nota]. Este promoveu, com alarde, na Europa, seu pretenso descobrimento. Dois anos depois, todos manifestavam desejo de adquiri-la e, assim, a cainca, para a Província do Mato Grosso, converteu-se em objeto de indústria e exportação".

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Nota [26] O médico Carlos Engler nasceu em Viena d'Áustria em 1800 e faleceu em Itu, em 1855. Veio para o Brasil em 1821 e estabeleceu-se em Itu, São Paulo, onde clinicou e viveu. Casou-se nessa cidade com uma senhora brasileira, da qual teve vários filhos, dentre os quais um que se formou em medicina e residiu em Campinas, SP. Chamava-se igualmente, Carlos Engler. A "cainca" é um vegetal nativo do Brasil, arbusto de um a dois metros de altura ("Chiococca brachiata"). Há várias designações, conforme a região: "raiz-de-frade", "cipó-cruz". Sua raiz, de cor negra, em cozimento, é tida como purgativa, diurética e vomitiva. Foi usada contra o veneno de cobra." - L. de C. S. Filho.

Para saber mais !Para saber mais
 Langsdorff 
Hercules Florence 

                                                      

 
 

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Langsdorff, Georg Heinrich von
Referência
 

 

 

Langsdorff, durante sua viagem pela Província de São Paulo, descrita e publicada no v. 2 de seus Diários, conheceu o Dr. Engler, em Itu, no ano de 1825. 

Vários trechos descrevem a relação entre estes dois senhores.

O primeiro encontro dá-se após Langsdorff relatar sua penosa viagem entre Jundiaí e Itu:

"O caminho atravessa uma boa légua e meia de mata virgem fechada, onde se vêem troncos de espessuras incomuns. Nela existe uma trilha - que nem pode ser chamada de caminho - intransitável e penosa, que se percebe pelos troncos de árvores derrubadas pelo chão lamacento. Duas léguas e meia adiante, deixa-se a mata escura e, de repente, descortina-se diante de nós uma ampla paisagem, onde se vêem, ao longe, as torres brancas das igrejas de Itu.(...)". [17/11/1825] (p.36)

Alcançando finalmente a capital da comarca de Itu, descrita como uma "cidade notável", Langsdorff descreve assim seu encontro com Engler:

"Na sua entrada, perguntei a um senhor impecavelmente vestido onde ficava a casa do Sr. Andrada. Foi com imensa alegria que o ouvi perguntar-me, em alemão, se eu não era Langsdorff; e me indicou uma casa que seria apropriada para mim. Esse senhor era o Dr. Engler, que mora aqui há 5 anos e trabalha na área de pesquisa científica. Como médico, ele se dedica principalmente aos estudos da Química; está sempre em contato com a Alemanha, França e Inglaterra e divulga suas descobertas por meio de sua correspondência com cientistas. Ele envia para fora minerais e raízes desta terra, pesquisa e investiga. Um dia, provavelmente, ele terá que prestar contas do seu trabalho. A prática da Medicina lhe garante uma boa receita. Por meio do empenho pessoal do Dr. Engler, o Sr. Riedel conseguiu uma casa para nós, bem perto da cidade, situada em meio a uma bela pastagem. Tanto nós como as mulas ficamos muito bem alojados". [20/11/1825] (p.40)

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 Langsdorff planejava sua grande viagem pelo interior do Brasil:

"(...) Já recolhi algumas ideias provisórias ou preliminares para o projeto de realização de uma grande viagem. Perguntei ao Dr. Engler, a quem primeiro participei os meus planos, que viagem ele considerava mais lucrativa e mais importante do ponto de vista científico, e ele me respondeu, sem hesitar, que preferia a viagem ao grande rio. Ontem esse foi o assunto principal de nossa conversa. Hoje cedo, pedi-lhe que me ajudasse a entrar em contato com alguém que já tivesse feito essa viagem."  [20/11/1825] (p.40)

Após esta opinião, Langsdorff traça um plano inicial de viagem até Cuiabá, tendo ainda a intenção de chegar até o Pará.

O contato, sugerido por Engler, é o cirurgião-mor Francisco Álvares e Vasconcellos (Francisco Álvares Machado de Vasconcellos), que residia em Porto Feliz. Buscando mais informações para sua expedição, Langsdorff para lá se dirige, em 22/11/1825:

"Dr. Engler, mui gentilmente, deu-me uma carta de recomendação ao cirurgião-mor Francisco Álvares e Vasconcellos, um homem, sob todos os aspectos, muito culto e informado sobre a situação de sua pátria (o Brasil). Depois da habitual apresentação e da entrega de minha carta, pedi-lhe para me dizer, imparcialmente e abstraindo todas as circunstâncias acessórias, que viagem ele, como cientista pesquisador, preferia e julgaria vantajosa para a ciência: aquela até Goiás, ou aquela até Cuiabá." [22/11/1825] (p.42)

Francisco Álvares Machado de Vasconcellos respondeu, sem hesitar, que o caminho pelas águas, descrevendo as vantagens e o material de observação que encontrariam. Visitando o rio, ofereceu-se para providenciar canoas, provisões para auxiliar no projeto. Inúmeras vezes, mais tarde, Langsdorff comentaria que Francisco Álvares fora a pessoa que mais o ajudou no preparativo de sua expedição.

No mesmo dia, Langsdorff encaminha mensageiro para Campinas [Vila de São Carlos], informando Hercules Florence de seus planos

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Entre 22/11 a 04/12, Langsdorff descreve a coleta de vários materiais de pesquisa (animais e plantas). Nesse ínterim,  a morte de seu escravo Alexandre o abala muito, por se tratar de uma pessoa habilidosa, a quem Langsdorff ensinara a caçar e a manusear o material coletado e único atirador e auxiliar em sua viagem (p.46 e 47). Seus conhecimentos permitiam que o pesquisador dedicasse maior tempo a suas descobertas científicas. 

O mau tempo dificultava os preparativos da viagem:

"Até ontem, choveu quase que diariamente, de sorte que não pude enviar para Porto Feliz as mercadorias que se encontram aqui; nem eu mesmo pude viajar. Ontem, convidei, para o meu almoço de aniversário, o Sr. Dr. Carlos Engler e o Sr. Oliveira. Depois de tantos dias de tristeza, finalmente tive um dia divertido. Todos que conheceram aquele menino excelente vieram participar da pequena festa e se solidarizar comigo." [04/12/1825] (p.50).

A partir de 12/12/1825, Langsdorff viajou pela região de Sorocaba e retornou a Itu em 6/2/1826:

"Viagem para a Vila de Itu. Caminhos normalmente péssimos, de campos e capões. Neles havia muita cainca, da qual recebi encomendas. Fui muito bem acolhido, em Itu, pelo Dr. Engler." [06/02/1826] (p.57)

Langsdorff parte para o Rio de Janeiro em 07/02/1826, enfrentando inúmeras dificuldades. Passando algum tempo naquela cidade, embarca para Santos, de onde retorna para o interior do Província de São Paulo. Finalmente, em 29/04/1826, chega em Itu, após permanecer alguns dias em Jundiaí:

"(...)Uma hora depois, alcançamos a cidade de Itu, onde fomos acolhidos, com muita hospitalidade, na casa de um alemão, o Dr. Engler." [29/04/1826] (p.81-82)

No dia seguinte, Langsdorff e Engler viajam por duas horas e chegam Porto Feliz. Ali se encontram com o sr. Francisco Álvares, com quem jantaram:

"Por volta das 9h, deixamos, na companhia do Dr. Engler, a vila de Itu (...) Segundo nos disse o Dr. Engler, as cabanas de palha miseráveis espalhadas à beira da estrada são habitadas por pessoas deficientes mentais (...). 

Após duas horas, chegamos a Porto Feliz onde nos hospedamos na casa da Expedição Imperial Russa. Uma hora depois, chegou o Sr. Francisco Álvares, médico da cidade, e os convidou para jantar com ele. Foi um excelente jantar." [30/04/1826] (p.82).

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A partir de então, Langsdorff acompanha os preparativos da expedição. Francisco Álvares os recebe, em casa, para o almoço e juntos vão até o rio Tietê. Engler retorna à noite, para Itu [01/05/1826] (p.83). 

Inúmeros percalços atrasam a partida da expedição: demora na chegada de suprimentos e material, a falta de dinheiro que os obrigada a vender alguns equipamentos que não eram tão necessários. Em todos os momentos, no entanto, Langsdorff conta com a ajuda de Francisco Álvares, desfrutando também do convívio de sua família.

Neste período, em 28/05/1826, Ludwig Riedel e Hasse, que participariam da expedição, vão até Itu visitar o Dr. Engler.

Também na condição de Juiz, Francisco Álvares precisou intervir, principalmente para aprisionar empregados contratados por Langsdorff que apesar de terem recebido o pagamento antecipado por cinco ou seis meses de serviço, estavam fugindo. [9/06/1826] (p.102)

O último contato de Langsdorff com Engler, registrado em seu Diário, deu-se entre 10/6/1826 a 14/6/1826, período em que, vindo de Itu, Engler permaneceu em Porto Feliz. 

Langsdorff apenas registra a sua chegada e sua partida, sem maiores comentários, pois  a grande parte da descrição nestes dias refere-se aos detalhes da expedição, ainda pendentes:

"(...) O Dr. Engler chegou hoje à noite." [10/06/1826] (p.102).

"O Dr. Engler despediu-se hoje de nós e voltou para Itu." [14/06/1826] (p.103).

 

Para saber mais !Para saber mais
 Langsdorff 
Hercules Florence 

.

 

 

 

 

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Moraes

Referência
 

 

Plínio Moraes desenvolveu sua pesquisa, com auxílio do CNPq,  junto ao Centro de Memória da UNICAMP (CMU);  seu projeto vinculava-se ao Projeto Integrado de Pesquisa sobre a Expedição Langsdorff [link da UNICAMP desativado].

Por ter influenciando o pesquisador russo em suas decisões quanto a rotas de viagem, Carlos Engler foi investigado por este pesquisador (ver relato de Hércules Florence, que também participou da expedição).

Seu trabalho foi apresentado no IV Simpósio Internacional Langsdorff, em julho 1992, em Petrópolis, RJ. Mesmo após seu falecimento, em 1994,  um artigo foi publicado na revista Outros Olhares, do CMU, em 1996.

Este artigo serviu de base para que Monteiro  obtivesse informações biográficas sobre Carlos Engler; no entanto, os dados de Moraes baseiam-se na biografia escrita por Chloé Engler de Almeida, bisneta de Engler.

Moraes cita a existência de documentos de próprio punho de Carlos Engler nos arquivos da Expedição de Langsdorff.


Para saber mais !Para saber mais
Expedição Langsdorff

 
 

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André
Referência

 

 

Daniel André discute o significado das viagens de Langsdorff pelo interior do Brasil e a relação entre a memória que se desejava construir a partir da descrição da natureza, e a memória efetivamente construída.

Refere-se a Charles Engler e Francisco Álvares Machado de Vasconcellos como pessoas com quem Langsdorff trocava ideias e respeitava as opiniões

 

 
 

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Monteiro

Referência
 
  Em sua dissertação de Mestrado, Rosana Horio Monteiro analisa as pesquisas para o desenvolvimento da fotografia no Brasil, na primeira metade do século XIX, por Hércules Florence, em Campinas (naquela época conhecida como Vila de São Carlos). Através da leitura dos diários de Florence, Monteiro elegeu Joaquim Correa de Mello, [Francisco] Álvares Machado [e Vasconcellos] e Carlos Engler como os "terceiros", que apoiavam a pesquisa.

Segundo a nota 137 (p.93):

"(...) Correa de Mello e Engler parecem ter contribuído bastante para o desenvolvimento das pesquisas químicas de Florence, os dois pesquisando as plantas regionais e tentando aplicar esse conhecimento na prática da medicina através da preparação de fórmulas magistrais. Engler inclusive tinha um laboratório de química (...)".

Monteiro  baseou-se no trabalho de Moraes para obter os dados biográficos sobre Carlos Engler.

Para saber mais !Para saber mais
A dissertação da autora foi publicada como livro, em 2001, pela editora Mercado de Letras; clique aqui para obter a referência.

 
 

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        Prada
        Referência
 

 

Cecília Prada descreve o legado e a história da Expedição de Langsdorff e seus colaboradores: Rugendas, Taunay e Hercules Florence.

Registra que na farmácia de Engler, Florence recebeu a notícia de que outros franceses também haviam descoberto um processo de fixação de imagem, semelhante ao que ele pesquisava, dando origem à fotografia.

Para saber mais !Para saber mais
Leia o texto completo deste artigo.

 
 

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Taunay

Referência
 
  Visconde de Taunay, relacionando os estrangeiros ilustres que residiam no Brasil, assim relatou dentre os alemães: 

"(...)dr. Carlos Engler, clínico de grande nomeada no interior paulista;(....)".

 
 

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Scherzer
Referência

 

 

Pesquisadores austríacos, à bordo da fragata austríaca Novara, empreenderam uma circunavegação ao redor da Terra, para fins científicos, entre 1857 e 1859. Comandada pelo capitão Freiherr von Puckh, além de oficiais e tripulação, trouxe sete cientistas à bordo. A expedição foi liderada pelo Commodore Bernhard von Wöllersdorf-Urbair e a parte científica por Dr. Karl (von) Scherzer.

Os relatos desta expedição foram registrados em vários volumes. O trecho referente à passagem no Brasil foi traduzido e publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

No trecho referente à passagem da fragata austríaca Novara no Rio de Janeiro, em 1857, relata-se que os pesquisadores procuraram informações sobre naturalistas alemães no Brasil, dentre eles Carlos Engler:

"Fomos convidados para investigar durante a nossa estadia no Rio, os destinos dos trabalhos científicos e coleções de vários naturalistas alemães, os quais tinham recentemente falecido no Brasil, como Friedrich Sello, Dr. Muller, o companheiro de Castelnau, Dr. Engler(nota) e outros. Recebemos porém de todos a resposta pouco confortante que, com exceção da herança científica do Dr. Engler, em Itu, na Província de São Paulo, somente pouco foi conservado. As coleções pereceram por falta de cuidado e os manuscritos foram espalhados ou destruídos, muitas vezes por ignorância".
----
Nota [3] Dr. Carlos Engler, naturalista, falecido em Itu, antes de 1857, onde clinicou e deixou descendentes.


Na verdade, Engler faleceu em 1855.


Os originais, em alemão, podem ser pesquisados na biblioteca do Instituto Martius-Staden, em São Paulo; a partir de 2008, o livro original está disponível para acesso completo no Google Books, cujo trecho transcrevemos abaixo (v. 1, p. 113). Clique na imagem para ir direto ao texto original.

Para saber mais !Para saber mais

NOVARA EXPEDITION 2007-2009
Conheça o Projeto Expedição Novara, que pretende refazer o trajeto desta expedição entre 2007 e 2009, servindo como plataforma para experiências na área de inovação, ciência e comunicação. Página introdutória em inglês e outras informações em alemão. 

AtualizadoNOVARA-EXPEDITION. In: AEIOU Österreich Lexikon. Disponível em: <http://www.austria-lexikon.at/af/AEIOU/Novara-Expedition/Novara-Expedition_english>.

KRAUSCH, H.-D. Friedrich Sello, ein vergessener Pflanzensammler aus Potsdam. Zandera, v. 17, n. 2, S.73-76, 2002. Disponível em: <http://historischegaerten.de/Gartenbaubuecherei/Zandera/2002_2_Krausch_Sello.html>.

 

 
 

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Referências
Veja também Bibliografia


 
 

ALMEIDA, Chloé Engler de. Dos bosques de Viena às matas brasileiras. São Paulo: 1978. 169 p. Mimeografado.
Cópia obtida

                                        
ANDRÉ, Daniel Afonso de. "Itá!" - As pedras no caminho de Langsdorff. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 135, abr./jun. 1998. Disponível em: 
<http://www.ceveh.com/biblioteca/revistas/tb/135/da-p-rev-tb-ita.htm>.

Link com problema
Texto foi transcrito neste endereço, agora disponível apenas pelo Internet Archive (Wayback Machine):

<http://web.archive.org/web/20090603173910/http://portofeliz.tempsite.ws/dinamica.asp?id=11054&tipo_tabela=historico&categoria=hist_moncoes_textos>.


BARATA,
Carlos Eduardo de Almeida; BUENO, Antônio Henrique da Cunha. Engler. In: ______. Dicionário das famílias brasileiras. Rio de Janeiro: Ibero América Comunicações e Cultura, [1999?]  v. 1, p. 905.
Biblioteca "Rui Barbosa" do Instituto Toledo de Ensino 
 

BRASIL. Ministério da Justiça e Negócios do Interior. Arquivo Nacional. Registro de Estrangeiros: 1808-1822. Rio de Janeiro, 1960. p. 110.
Arquivo Nacional


FLORENCE, Hercules. Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas: pelas Províncias brasileiras de São Paulo, Mato Grosso e Grão Pará (1825-1829).  Tradução de Francisco Álvares Machado e Vasconcellos Florence. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 1977. p. 5-6.  

Alto

INSTITUTO GENEALÓGICO BRASILEIRO; INSTITUTO HANS STADEN. Subsídios genealógicos: famílias brasileiras de origem alemã. São Paulo, 1962. v. 1, p. 26.
Arquivo Nacional

KIDDER, Daniel P. Reminiscências de viagens e permanências nas  províncias  do Sul do Brasil (Rio de Janeiro e Província de São  Paulo): compreendendo   notícias históricas e  geográficas do Império e das diversas Províncias.Tradução de  Moacir N. Vasconcelos; notícia biográfica por Rubens Borba de Morais. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1980. cap. 17, p. 242. (Coleção Reconquista do Brasil. Nova Série, v. 15).
Biblioteca particular

Este livro foi publicado pela primeira vez em 1845, como:
KIDDER, D. P. Sketches of residence and travels in Brazil.
Philadelphia: Sorin & Ball, 1845. 2 v.

O original desta data pode ser consultado no Google Books. Clique aqui.


Em 2001, foi relançado pela editora do Senado Federal.

Contava com versão integral disponível na Internet; a partir de junho de 2010, somente para compra. 


MONTEIRO, Rosana Horio. Brasil, 1833: a descoberta da fotografia revisitada. 1997. 128 f. Dissertação (Mestrado em Política Científica e Tecnológica) - Instituto de Geociências, Universidade de Campinas, Campinas, 1997. Disponível em:
<http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000115698>. 

A dissertação tem sua versão em livro:
MONTEIRO, Rosa Horio. Descobertas múltiplas: a fotografia no Brasil (1824-1833). Campinas: Mercado de Letras, 2001.  

O resumo do trabalho foi publicado na Ciência Hoje, onde Engler não foi citado:
Monteiro, Rosana Horio. As origens múltiplas da fotografia. Ciência hoje, v. 27, n. 12, p. 56-57, jul. 2000.

A versão mais completa desta dissertação foi publicada em 2004, onde Engler é citado como Karl Engler, na página 62:

Monteiro, Rosana Horio. Arte e ciência no século XIX: um estudo em torno da descoberta da fotografia no Brasil. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 34, p. 51-70, jul./dez. 2004. Disponível em: <http://virtualbib.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2222/1361>.
 

 
MORAES, Plínio Guimarães. Um interlocutor privilegiado da expedição Langsdorff: o botânico e  médico austríaco Carlos Engler. Outros Olhares, Campinas, v. 1, n. 1, p. 85-100, jan./jun. 1996. 

A revista Outros Olhares é uma publicação do Centro de Memória da Unicamp (CMU)
 
PRADA, Cecília. Tesouro inestimável. Problemas brasileiros, São Paulo, ano 38, n. 342, p. 4-13, nov./dez. 2000.  Disponível em: <http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link_home.cfm?Edicao_ID=92&breadcrumb=1>
Leia aqui o texto integral
 
Scherzer, Karl von. Circunavegação da Terra pela Fragata Austríaca Novara nos anos 1857, 1858, 1859, sob o comando do Comodoro B. Von Wullerstorf-Ubrair. Tradução de trecho relativo ao Brasil do volume n. 1, editado por Carl Gerold´s Sohn, Viena, 1864. Tradutor: Rudolf Robert Hinner. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, São Paulo, v. 68, p. 357-389, 1970.

A obra original pode ser consultada na Biblioteca do Instituto Martius-Staden e tem como referência:
Scherzer, Karl von. Reise der Österreichischen Fregatte Novara um die Erde in den Jahren 1857-1859 unter den Befehlen des Commodore B. von Wullerstorf-Urbair. Physilalische und geognostische Erinnerungen von A. v. Humboldt. Beschreibender Theil, Hof- und Staatsdruckerei, Wien, 3 Bände, 1862-5. New edition. [Descriptive volume, 2nd edition].

A partir de 2008, a versão completa está disponível no Google Books.
 
SILVA, Danuzio Gil Bernardino (Org.). Os diários de Langsdorff: São Paulo; 26 de agosto de 1825 a 22 de novembro de 1826. Campinas: Associação Internacional de Estudos Langsdorff; Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1997. v. 2. 
 
TAUNAY, Alfredo D'Escragnolle [Taunay, Visconde de]. Allemães. In: _____. Estrangeiros ilustres e prestimosos no Brasil (1800-1892) e outros escriptos. São Paulo: Melhoramentos, [19--?]. p. 26.

 

 
 

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